Articulações, crônicas, ilustrações e biografias quero expor de maneira solida e precisa os meus pensamentos dessa forma, em busca de edificação para a sua vida.....

É NECESSÁRIO NASCER DE NOVO


Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12.
O homem pelo qual entrou o pecado no mundo foi Adão. Assim, não importa que tipo de pessoa você é; uma vez que foi gerado em Adão, e  um pecador. Se você peca, e  um pecador que peca.
Isto significa que fomos despojados de todas as qualificações com que a natureza humana foi originalmente favorecida, isto ê, da imagem e semelhança de Deus. Tornamos-nos alienados da vida de Deus e de Sua glória.
E, alienados da Vida de Deus, a nossa vida tornou-se repulsiva aos Seus olhos; revolvemo-nos em nossa própria imundícia. Nascemos completamente desamparados, espiritualmente mortos e agarrados no pecado.
Este é o verdadeiro retrato do homem caído: Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água para te limpar, nem esfregada com sal, nem envolta em faixas. Não se apiedou de ti olho algum, para te fazer alguma destas coisas, compadecido de ti; antes, foste lançada em pleno campo, no dia em que nasceste, porque tiveram nojo de ti. Ezequiel 16:4-5.
A revelação que precisamos da parte de Deus é que, todo o nosso Ser esta  poluído. A nossa fonte está contaminada e continuamente espalha o seu produto amargo. Ainda que o fluxo desse produto se espalhe de várias formas e se expresse de inúmeras maneiras, contudo, ele é sempre, igualmente abominável.
Nascemos neste mundo como pecadores condenados sob o governo das “trevas", “inimigos de Deus” e com uma predisposição interna de oposição à vontade de Deus - não há meio termo.
E, para o homem sair desse estado que se encontra é imprescindível nascer do “alto". Nascer de novo ou nascer do alto não é o mesmo que se tornar participante de algum sistema religioso. Quando falamos de sistema religioso, em síntese, estamos nos referindo a todo o esforço centrado no próprio homem; baseado no uso de regras e deveres com o objetivo de elevar-se para ser aceito ou aprovado por Deus.
Cada homem ou mulher neste mundo é objeto do Seu desagrado. Nem mesmo as mais generosas ou benevolentes obras da carne podem agradar a Deus. Mas, as mais fracas fagulhas procedentes daquilo que a Graça acendeu são aceitáveis a  Sua vista.
Na queda, o homem tornou-se inclinado para o mal e, ao mesmo tempo, incapaz para tudo o que e  bom. Gerado em iniquidade e concebido em pecado. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmos 51:5. C.H. Mackintosh (1820-1896) nos auxilia na compreensão deste fato quando afirma que, na queda o “homem conheceu o bem sem o poder de o fazer, e que conheceu o mal sem o poder de o evitar” .
Portanto, o homem pela queda tornou-se um rebelde desde o ventre: Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já  se desencaminham, proferindo mentiras. Salmos 58:3. A verdade é que já nascemos condenados.
Podemos ser civilizados, educados, refinados, religiosos, mas no coração somos “desesperadamente corruptos”. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá  Jeremias 17:9.
Por isso, tudo que os homens fazem são abominações aos olhos de Deus; até mesmo pelas suas obras, os homens são “reprovados": No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra. Tito 1:16.
Se o homem fosse deixado por sua própria conta, se lhe fossem removidas as restrições que a lei e a ordem pública lhe impõem, ele rapidamente cairia num estado inferior ao dos animais irracionais.
Será  que a natureza e  melhor nas terras mais civilizadas  De forma alguma! Muitas vezes admiramos até mesmo o comportamento de algumas civilizações, mas quando a fina camada de verniz cultural é removida se descobrira  que, Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem. Provérbios 27:19.
Por natureza, o homem é um ser caído e se move em uma única direção: para longe de Deus. Somos escravos do pecado. Temos de reconhecer que ha  uma força estranha em nosso interior que nos arrasta para baixo.
Em cada ser humano reside tudo o que e  radicalmente errado. É como uma árvore cujas folhas murcharam e secaram irreversivelmente pelo fato de sua raiz estar completamente podre.
A palavra “radical” é derivada do latim, Radix, referente à “raiz”; de forma que quando dizemos que um homem esta  radicalmente errado, com isso queremos dizer que encontramos nele, no próprio fundamento e na constituição do seu ser, aquilo que e  intrinsecamente corrupto e essencialmente mau.
Portanto, nunca se deve pensar que são os muitos pecados que nos fazem pecadores. Ja  faz muito tempo que somos pecadores. Não nos tornamos pecadores após estes pecados serem cometidos. Os mais elevados esforços contra essa força são inúteis. Por isso, é imprescindível ouvir atentamente o que Deus disse. Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos. Romanos 12:32.
O homem caído e sem condições de caminhar em direção a Deus pode, assim como o carcereiro, perguntar: Senhores, que devo fazer para que seja salvo  Atos 16:30b. Que devo fazer para ser salvo
É o grito de um homem agonizante. Ele esta  convicto da absoluta impossibilidade de contribuir de alguma forma para a sua libertação. Ele não tem mais nenhuma confiança na carne; ele foi levado ao fim de si mesmo.
A resposta é: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Atos 16:31-32. Segue-se, então, como conseqüência inevitável, que o homem precisa de ajuda.
Deus criou o homem, e somente Deus pode recria -lo. Portanto, eis a razão da ordem imperativa, “importa-vos nascer de novo”. João 3:7. O homem esta  morto espiritualmente e nada pode faze -lo reviver a não ser o próprio Deus.
Quanto mais claramente formos capazes de discernir a imperativa necessidade da regeneração, mais evidentes serão as variadas razões por que ela e  absolutamente essencial, para que uma criatura caída esteja de pé na presença de Deus.
Certos de que a nossa condição requer ajuda, Jesus Cristo veio a este mundo para glorificar a Deus e para glorificar-Se a Si mesmo por meio da redenção de um povo para Si mesmo.
Quão revelador é para um pobre e infeliz pecador saber que há possibilidade de obter libertação de si mesmo e da ira vindoura, por meio da morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo.
Viemos para este mundo, espiritualmente unidos ao primeiro homem, pelo pecado. Como então poderemos ser unidos ao “ultimo Adão”  O nosso Deus é o Deus de “toda Graça".
Por que Deus esta  interessado no homem  De um modo genérico, podemos dizer que e  porque Deus e  amor. Mas, mais especificamente, e  porque Deus ama o homem. Se Deus não amasse o homem, Ele não precisaria salva -lo.
A salvação se cumpriu porque, por um lado, o homem pecou e, por outro, Deus amou. Se o homem não tivesse pecado, não haveria lugar e nem maneira do amor de Deus ser manifestado.
E, se o homem tivesse pecado, mas Deus não tivesse amado nada teria sido concretizado. A salvação e  cumprida e o Evangelho e  pregado porque, por um lado, Deus amou e, por outro, o homem pecou.
Sabemos que o pecado entrou na raça por meio de um só homem, porque estávamos unidos a ele na criação. Quando Deus o criou, nós estávamos nele. E, para nos tirar desse poço de lama, Deus enviou o Seu Filho a este mundo.
Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. Romanos 8:3.
A lei podia condenar o pecado, mas não podia anular o domínio do mesmo. Embora, o pecado não tivesse lugar na constituição original do homem, na queda, o homem se tornou escravo do pecado. Embora a lei tenha poder para condenar o pecado na carne, num sentido puramente declarativo, ela é impotente para destruir o poder do pecado sobre a carne.
Mas foi na carne de Cristo que Deus pronunciou e executou Sua sentença sobre o pecado. Deus condenou o pecado e aniquilou seu poder. Jesus não apenas apagou a culpa do pecado, mas levou o pecador a morrer naquela Cruz.
E, para que isto acontecesse, Jesus nos atraiu no Seu corpo naquela Cruz: E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer. João 12:32-33. Assim como fomos unidos no pecado em Adão, fomos unidos no corpo de Cristo na Cruz.
Unidos em Seu corpo, a Sua morte e a Sua ressurreição passam a ser nossa também: Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte  Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Romanos 6:3-5.
A realidade de tudo isto é que, não precisamos viver sob o jugo do pecado. O fato é que, fomos unidos na morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo. Fomos batizados - inseridos em Cristo.
O conhecimento dessa verdade é recebida pela fé, tornando-se uma realidade experimental em nós. Porque o velho homem foi crucificado com Cristo, Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Romanos 6:6
O resultado de tudo isto é que o novo nascido é um novo homem, uma nova criação. De fato o novo nascido é um novo homem, porque foi substituído, saiu de cena. “Não vive mais, mas Cristo vive Nele". Amém!


Sobre Malaquias 3:10 - Uma análise contextual


Malaquias viveu no período pós-exílio, no século V a.C. Nesta época, Jerusalém estava destruída e precisava ser reconstruída.

Durante o exílio babilônico, com a extinção do Reino de Judá e o domínio babilônico-persa, o rei já não era mais a figura central de representação de Israel diante de Deus, tal como acontecia no período pré-exílico. Portanto, durante os duros anos de exílio, os sacerdotes passaram a desempenhar também um papel político.

No retorno à Palestina, as dificuldades eram imensas. O templo que havia sido reconstruído já não era como antigamente, e além disso a terra amargava um período de estiagem muito severo. Os sacerdotes, agora responsáveis politicamente pelo processo de reconstrução não estavam cumprindo sua função conforme o verso 3:7 nos informa.

O problema não era simplesmente não dar os dízimos, era muito pior! Se nem os sacerdotes confiavam no Senhor, quem haveria de confiar? Não era uma questão financeira de dar ou não dar. O verso 3:5 vai afirmar que não havia JUSTIÇA na terra de Israel.

Logo, a questão aqui não era tanto pelo dízimo em si mesmo, mas porque a nação, ao que parece, ainda não havia aprendido a lição de confiar e crer em Deus nem mesmo após o cativeiro babilônico.

Portanto, não podemos analisar o verso 3:10 isoladamente, pois o problema não girava em torno de dar ou não dar, mas o problema era a confiança e crença em Deus.

O convite que Deus faz ao povo era para que eles voltassem a confiar na provisão de Deus e não em si mesmos. Portanto, não era uma entrega cega e sem critérios. E mesmo assim isso deveria estar atrelado à JUSTIÇA para todos os habitantes da terra. O dízimo era a maneira pela qual a riqueza seria distribuída e a terra que perecia pela estiagem poderia ser recuperada pela ação generosa de todos repartindo suas riquezas.

Na verdade, o que Malaquias estava propondo era a volta ao padrão deuteronômico de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.


Cisco ou Trave?

Analise do Texto de Mt 7:1-6



"Não julgueis, para que não sejais julgados.

Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."
Mateus 7:1-6



Comentário Bíblico de Matthew Henry: 

Devemos julgar-nos a nós mesmos, e julgar nossos próprios atos, porém sem fazer de nossa
palavra uma lei para ninguém. Não devemos julgar duramente os nossos irmãos sem ter base. Não
devemos fazer o pior da gente. Aqui há uma repreensão justa para todos os que brigam com seus
irmãos por faltas pequenas, enquanto eles se permitem as grandes. Alguns pecados são como
ciscos, enquanto que outros são como vigas; alguns são como um mosquito, e outros são como um
camelo. Não é que haja pecado pequeno; se for como um cisco ou um argueiro, está no olho; se for
um mosquito, está na garganta; ambos são dolorosos e perigosos, e não podemos estar nem
cômodos até que saiam. O que a caridade nos ensina a chamar não mais que palha no olho alheio, o
arrependimento e a santa tristeza nos ensinará a chamá-lo de viga no nosso. Estranho é que um
homem possa estar num estado pecaminoso e miserável, e não percebê-lo, como um homem que
tem uma viga em seu olho e não a leva em conta; mas o deus deste mundo lhes cega o
entendimento.
Aqui há uma boa regra para os que julgam: primeiro reformem-se a vocês mesmos.

Como manter um relacionamento!